sábado, 19 de novembro de 2011

Ausente de mim

Há já algum tempo não andava por estas paragens. Muita coisa mudou. Eu mudei. Terminou a minha fonte para "Crónicas de uma empresa portuguesa". Terminou por opção minha. Acabou a fonte mas não o manancial que guardei dentro de mim. Foi indiscutivelmente o maior aprendizado que tive. Aprendizado de vida, de mim e dos outros. Muito irei escrever, falar e fazer com base nessa fonte inesgotável. Tudo o que quero e posso fazer é um listado agora bem mais fácil de elaborar. Aprendi pela negação e negatividade desse mundo o que posso e quero transformar.

Voltarei daqui as uns dias (espero) para vos dar conta de mais detalhes.

Gostaria que soubessem que deixei de estar ausente de mim. Agora estou presente em mim!

sábado, 20 de agosto de 2011

Farol

Chamaram-me "farol" e eu questionei-me: Farol? Porquê? Depois explicaram-me o porquê desta definição e confesso que me emocionei.

Pensei em chamar-te rochedo, disseram, mas depois achei que rochedo nem sempre é bom, porque quando alguém ou alguma coisa é atirado contra os rochedos saí magoado ou danificado. Farol sim. Resistes às fortes ondas, às tempestades, recebes o mar quando está doce e brilhas. Tens Luz própria e iluminas quem te olha, quem te procura e sinalizas quem vê em ti uma direcção a seguir. E resistes, mantens-te de pé,  às vezes perto, às vezes longe, mas sempre presente.

Confesso que me emocionei. As lágrimas molharam-me o rosto, mas as palavras encheram-me a alma.

Obrigada Isa

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Talvez (não é de minha autoria) mas reflete o que me vai na alma


Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.
Mas lutarei para que cada dia ...
tenha valido a pena.
Talvez eu sofra inúmeras desilusões
no decorrer de minha vida.
Mas farei que elas percam a
importância diante dos gestos
de amor que encontrei.

Talvez eu não tenha forças para realizar
todos os meus ideais.
Mas jamais irei me considerar um derrotado.

Talvez em algum instante eu sofra
uma terrível queda.
Mas não ficarei por muito tempo olhando
para o chão.

Talvez um dia o sol deixe de brilhar.
Mas então irei me banhar na chuva.

Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.
Mas jamais irei assumir o papel de vítima.
Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos.
Mas terei humildade para aceitar as mãos
que se estenderão em minha direcção.

Talvez numa dessas noites frias, eu derrame muitas lágrimas.
Mas não terei vergonha por esse gesto.

Talvez eu seja enganado inúmeras vezes.
Mas não deixarei de acreditar que em algum
lugar alguém merece a minha confiança.

Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros.
Mas não desistirei de continuar trilhando
meu caminho.

Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades.
Mas irei aprender que aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos
nunca estarão perdidos.

Talvez algumas pessoas queiram o meu mal. Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar.

Talvez eu fique triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo da música.
Mas então, farei que a música siga o compasso dos meus passos.

Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris. Mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração.

Talvez hoje eu me sinta fraco.
Mas amanhã irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente.

Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias.
Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados
em minha alma.
Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra daquela música.
Mas ficarei feliz com as outras capacidades
que possuo.

Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações.
Mas não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas.

Talvez a vontade de abandonar tudo torne-se a minha companheira. Mas ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo.

Talvez eu não seja exactamente
quem gostaria de ser.
Mas passarei a admirar quem sou.
Porque no final saberei que, mesmo com
incontáveis dúvidas, eu sou capaz de
construir uma vida melhor.
E se ainda não me convenci disso,
é porque como diz aquele ditado:
“Ainda não chegou o fim”
Porque no final não haverá nenhum
“talvez” e sim a certeza de que a minha
vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia.

(Aristóteles Onassis)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Crónicas de uma empresa portuguesa (com certeza) Parte 2

Cartas....alguém tem umas cartitas? Parceiras e parceiros para a sueca, bisca e outros jogos do carteado já temos. O que não tem é vergonha na cara. Vergonha por se pavonearem nos corredores com papéis ou sem eles, de garrafinha de água e cigarrito (apagado claro que são cumpridores de leis pelo menos durante as horas de expediente); Vergonha por acharem que ninguém repara ou mesmo vergonha por se borrifarem literalmente que toda a gente veja.

É uma empresa portuguesa com certeza....

Depois temos o oposto disto mas com o mesmo resultado....zero produtividade! Confesso que é um pouco mais estenuante. Então é assim....papéis espalhadinhos nas secretárias. Correr ou passo apressado pelos corredores. Escada acima, escada a baixo, falar alto para que todos percebam que se trabalha...muito. E como cereja no topo do bolo...a critica. É verdade é preciso dizer mal, cortar na casaca nos espécimes que mencionei no primeiro parágrafo e naqueles (poucos) que trabalham.

É português...pois bem...é produto nacional!

Temos ainda os que não gostam de ser incomodados pelo trabalho dos outros. Passo a explicar: Ele há "damas e donzelas" que estão a trocar o belo do sapatinho para assim passarem de plebeias a senhoras distintas quando a senhora da limpeza se chega e lhe pergunta: Dá-me licença...ao que responde com o ar mais enfadado do mundo: "Que chatice, logo agora". Chama-se a isto....O que é que posso chamar a isto? Parvoíce, má educação, estupidez? Sinceramente ainda não me ocorreu um termo abrangente, mas se lembrar de algum prometo partilhar...

Amigos é uma empresa portuguesa com certeza!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Crónicas de uma empresa portuguesa (com certeza)

A semana passada decidi escrever estas crónicas, pois não posso privar os meus amigos, leitores, seguidores, admiradores (ou não) deste espólio de curiosidades (é o melhor que lhes consigo chamar).
Lembram-se das empresas jurássicas do século passado? Pois bem elas continuam a existir no século XXI, em plena Era de Mudança.

Bom dia e olham para nós como se fossem ETs, pensando eu sou mais eu, não tenho de cumprimentar ninguém! O curioso desta fantástica atitude social é que não são só os mais velhos a tê-la. Não senhor, os "chavalos" e "chavalas" com "DR" ou sem ele, são ainda piores. Let´s move....gabinetes, muitos e fechadinhos por causa das correntes de ar e dos olhares indiscretos. Afinal ninguém tem de ver ou saber o que por lá se faz. Ou melhor, saber todos sabem mas ninguém quer saber. Numa altura em que se apela à produtividade era bom fazerem uma visitinha a um destes exemplares da economia portuguesa. Facilmente chegariam à conclusão que tudo é mais importante que o trabalho.

Passo a exemplificar: Toca o telefone e o telemóvel (particular). O telefone da empresa pode esperar, quem quiser que ligue outra vez. Primeiro o telemóvel (particular)..é claro que não estamos a falar de situações familiares urgentes, mas sim de situações triviais, futéis até...já almoçaste? Não te esqueças de levar o casaco que ficou mais fresco...A que horas é o jogo logo? ou A que horas nos encontramos? (e eu poderia continuar infinitamente); Está um cliente ou alguém no guiché de atendimento...tem de esperar...afinal a partilha de uma conversa de caserna ou de um bolo que alguém trouxe é que interessam. E como se a atitude não bastasse ainda se verbaliza "Quem é?"..."tem de esperar" ou no ultimar do desespero..."você julga que não tenho mais que fazer" (isto para não falar do uso abusivo de expressões menos correctas num linguajar de gang).
Pois é,  tudo isto existe, tudo isto é triste, mas é uma empresa portuguesa...com certeza!
Este é o capítulo um de uma saga interminável, que atempadamente partilharei, porque afinal seria até pecado privá-los de tão vasto manancial...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dados Adquiridos

Apesar de tudo estar a desmonorar neste cantinho á beira mar plantado. De cada vez mais nada ser garantido, surpreenda que continuem a existir pessoas tenham a filosofia de "Garantido". Movimentam-se e agem como se não existisse amanhã, ou melhor, como se o amanhã continuasse garantido. Os ingleses tem uma expressão que demonstra bem esta filosofia "Take it for granted" (Está garantido). Andam pela vida como se os outros fossem seres menores, de que são os maiores, doutores, engenheiros, graduados, pseudo-graduados. Pessoas sem o mínimo de qualificações morais mas que se posicionam acima dos demais como se fossem donos do mundo e da verdade.

Palmilham os corredores dos seus empregos e não trabalho como se estivessem de férias. Chegam tarde e acham que é a postura correcta. Ligam os computadores e gostam pouco de ser interrompidos enquanto se deleitam com os emails pessoais recebidos e navegam nas páginas sociais para assim se inteirarem das "últimas". Afinal o trabalho pode esperar e a internet é de borla.

Respeito pelo trabalho dos outros é coisa que desconhecem. Aliás respeito é um palavra que não existe neste grupo de pessoas letradas. Apunhalam-se uns aos outros e de seguida convidam-se mutuamente para cafés e tertúlias de má lingua.

Pessoas tristes estas que se algum dia a vida lhes pregar uma rasteira dificilmente terão maneira de encontrarem "um trabalho" e verão os seus antigos vícios aniquilados e a vida Not Granted.

Sem garantia, sem rumo e sem passeios diários pelos corredores de madeira envernizada, irão aprender que nada na vida é garantido e que só merece respeito quem respeita!

12 de Julho 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

SILÊNCIOS

São tantos os silencios que não sabemos ouvir!
Os silencios da alma, sem tom e sem voz,
Os silencios do coração sem alma e sem vida!
Os silencios de um olhar sem luz,
Os silencios de um sorriso sem cor!
Dá palavra ao teu silencio...deixa-o respirar;
Deixa que outros o ouçam e partilhem.
Silencios de uma vida esquecida,
Silencios que calam fundo...e doem,
Silencios que gritam em surdina e
Passam perdidos de ti...e de mim!
Silencios de um pensamento que lembra,
Silencios de um pensamento que cala,
Silêncios de um silêncio por medo;
Silencios de uma solidão contida...
Deixa que o teu silencio se torne sorriso,
Que o teu silencio seja vivido.
Olha com lucidez mesmo que em silencio,
Pensa com clareza mesmo que sem voz,
Sente com firmeza mesmo que magoe,
Deixa que o teu silencio se transforme e
Grite bem alto que os silencios também
Se lembram, também suspiram e também amam!
Amam calados, mas amam,
Vivem calados, mas vivem...
No teu silencio guardas o tempo,
A lembrança, e a magia da esperança!
Vive...nem que seja viver os teus silêncios!

domingo, 3 de julho de 2011

Por eles (Dedicado á memória de meu Pai, que partiu há 18 anos)

Ás vezes é assim.....
A vida por fio, no fio da navalha!
Um pequeno corte, o corte do fio.
Depois tudo se inicia assim....
Reflecte-se um espelho de água,
Factos, argumentos, pendentes...
Somos levados pela mão..
Corda-se o cordão umbilical
E partimos movidos pela Luz!
Um pouco de Luz Divina.
Fisicamente distante do plano terreno
Olhamos da nossa varanda
Para uma plateia vasta e conhecida.
A batida cardiaca por uma cadeia
De reflexos vividos, e a certeza
De um estágio de perfeição!
De protagonistas a productores
De um filme outrora nosso.
Um dia partimos deixando no espelho
A imagem e semelhança de inumeros
Pontos de Luz que um dia se reflectem
Dando continuidade ao nosso mundo
Num infinito de evoluções..

A Viagem

De olhos abertos sinto-me adormecer,
Sinto que posso voar, planar e até morrer!
Sinto-me sem limites e sem amarras,
Sinto apenas a leveza de alguém que ama.
Ama o espaço, o vento, o mar, a serra, o verde,
O azul, o amarelo, o vermelho e ama a vida!
Fecho os olhos e transponho o limiar da energia;
Essa energia que me sustenta e me embala,
Essa energia que me acalma e aquieta,
Essa energia que me agita e que grita,
Essa energia que eu quero ser e não sou,
Que quero viver e não vivo!
Recuo no tempo intemporal!
Vejo-me criança de novo e quero ali ficar;
Ali onde o sorriso é riso,
Onde o abraço é quente e o beijo sentido;
Quero a verdade transparente, a pureza, a leveza.
Essa inocência eloquente!
Recuo mais um passo, um corredor sem fim
E vejo gente crescida que me sorri!
Quem são? Que fazem ali? Onde me querem levar?
Eu sei, tenho que com eles aprender,
Tenho de ouvir, silenciosamente falar!!
Atrevo-me a Viajar por tempos que ouso conhecer,
Ora recuando…ora avançando!
Viajo no tempo para aprender, saber quem sou,
Porque amo, porque odeio, porque vivo, porque respiro!
Viajo no tempo porque Acredito,
Em ti, em mim, em nós