domingo, 3 de julho de 2011

A Viagem

De olhos abertos sinto-me adormecer,
Sinto que posso voar, planar e até morrer!
Sinto-me sem limites e sem amarras,
Sinto apenas a leveza de alguém que ama.
Ama o espaço, o vento, o mar, a serra, o verde,
O azul, o amarelo, o vermelho e ama a vida!
Fecho os olhos e transponho o limiar da energia;
Essa energia que me sustenta e me embala,
Essa energia que me acalma e aquieta,
Essa energia que me agita e que grita,
Essa energia que eu quero ser e não sou,
Que quero viver e não vivo!
Recuo no tempo intemporal!
Vejo-me criança de novo e quero ali ficar;
Ali onde o sorriso é riso,
Onde o abraço é quente e o beijo sentido;
Quero a verdade transparente, a pureza, a leveza.
Essa inocência eloquente!
Recuo mais um passo, um corredor sem fim
E vejo gente crescida que me sorri!
Quem são? Que fazem ali? Onde me querem levar?
Eu sei, tenho que com eles aprender,
Tenho de ouvir, silenciosamente falar!!
Atrevo-me a Viajar por tempos que ouso conhecer,
Ora recuando…ora avançando!
Viajo no tempo para aprender, saber quem sou,
Porque amo, porque odeio, porque vivo, porque respiro!
Viajo no tempo porque Acredito,
Em ti, em mim, em nós

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